Insuspeito

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19 agosto 2010

'Desequilíbrio Financeiro Estrutural' bate à porta da Câmara Municipal de Lagos

Questionado pelo meu colega vereador José Reis a propósito do montante actual das dívidas da Câmara Municipal de Lagos a fornecedores (equivalente a 17,6 milhões de euros no final de Julho), e sobre a necessidade de eventual ponderação de novo empréstimo para regularização de dívidas, o presidente da autarquia Júlio Barroso, acabado de chegar de férias e com renovado look, respondeu que não. Mas não se ficou por aí.
A dada altura da sua resposta, sempre foi dizendo que a entrada do Município em processo de saneamento ou reestruturação financeira, "apesar de ser um cenário distante, não está fora de questão". (Lembrei-me logo do exemplo da nossa Câmara vizinha de Portimão...)
E quão diferente foi o tom e a forma da sua resposta de ontem se comparada às de há um ano atrás quando ripostava ao PSD/Lagos, o primeiro a afirmar que a ruptura financeira estava próxima e que tal iria conduzir, inevitavelmente, à entrada do Município em processo de reequilíbrio financeiro para saneamento das contas municipais (a esse propósito, e para rever a medida n.º 95 do nosso Programa Eleitoral, clique aqui).
"Cenário distante", foi o que disse? Sim, foi o que disse Júlio Barroso.
Até pode ser, mas só se for por sua teimosia e recusa de tomar imediatamente as medidas que se impõem e que vão sendo, incompreensivelmente, adiadas. Até agora, a pretensa e anunciada 'austeridade municipal' não tem revelado estar à altura da gravidade da situação.
É que falta muito pouco para que a dívida a fornecedores atinja 50% das receitas totais do ano passado.
E se essa mesma dívida tem crescido à razão de aproximadamente um milhão por mês, e se falta cerca de 1,72 milhões para chegar àquele valor, daqui por três meses, caso a situação não se inverta, como é lógico, Lagos cumprirá os requisitos da Lei das Finanças Locais que exigem a adopção de um Plano de Reequilíbrio Financeiro, consequência da situação de desequilíbrio estrutural em que (quase, quase) nos encontramos.
Para acudir a essa situação dramática para onde o PS, em Lagos irresponsavelmente nos conduziu nos últimos nove anos, a minha candidatura sabia o que tinha de fazer caso ganhasse as Autárquicas em 2009. Não rendia votos dizê-lo naquela altura mas dissemo-lo às populações com seriedade e sem faltar-lhes com toda a verdade.
E quanto ao PS? Saberá agora o que fazer e demonstrará ser suficiente sério para, de uma vez por todas, dizer aos lacobrigenses que lhes tem escondido a verdade quando lhes diz que estava, e que continua a estar, tudo 'absolutamente normal'.
E quanto ao que os nossos cartazes diziam?
Seria assim tão insultuoso para o PS o que dizíamos ao Povo há um ano atrás?

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